Eu vi

Hoje

É surreal. Assim não dá. Assim não é possível.

Foto: Zero Hora acompanha visita de Yeda à escola

“Determinei a abertura de uma sindicância. É surreal, a gente ter de explicar uma fita conseguida de forma ilegal. Mas o que é isso?Estamos passando por uma fase muito negativa que qualquer um pode chamar a imprensa e dizer que tem uma denúncia grave contra uma autoridade” afirmou a governadora, referindo-se às denúncias de Paiani. O Paiani-qualquer-um é um tucano indicado pela governadora para ser o ouvidor da secretaria de segurança pública.

Ontem á noite

Juro. Ontem à noite no jornal da Globonews, eu vi uma matéria sobre uma escuta telefônica no Rio Grande do Sul.

Arapongagem , mas não usaram este termo que isso não é coisa que se faça com tucanos.

Nada muito claro, algo sobre uma escuta telefônica que mostra o chefe de gabinete usando ilegalmente informações da segurança pública para fins políticos.

No resumo dos jornais de hoje não tem nada.

Fui ao Rsurgente. A coisa ficou mais clara:

“[…gravação] mostra o chefe de gabinete da governadora Yeda Crusius (PSDB), Ricardo Lied (foto), conversando com seu primo, Marcio Klaus (PSDB) – ex-presidente da Câmara de Vereadores de Lajeado e preso em 2008, acusado de crime eleitoral. A conversa gira em torno de dois temas: um pedido de Klaus sobre a “a ficha” de Luís Fernando Schmidt, então candidato do PT à prefeitura de Lajeado, e uma pergunta sobre um documento acerca dos investimentos no DAER. A conversa é auto-explicativa:

Marcio Klaus: Ô Ricardo, aquela questão tu ficou devendo, aquele negócio lá do PT…

Ricardo Lied: O que?

Marcio Klaus: O negócio do DAER e a ficha do Luis Fernando…

Ricardo Lied: Não tem nada o Luis Fernando. Não tem nada na ficha dele; nada, nada, nada; eu tenho comigo, não tem nada; ele só tem uma perda de documento. Nunca teve nada na ficha.

Marcio Klaus: E o negócio do DAER?

Ricardo Lied: O negócio do DAER eu não passei porque quem mais fez investimento foi o PT. O PT pagou 6 milhões, a Yeda tá pagando 400 mil e ainda tem que pagar 1,6 milhões atrasados. Quem mais teve investimento foi o PT. É melhor não distribuir o documento. É gol contra”.

 Ao ver a Globonews pensei que a mídia tinha  desistido e ofereceria  a cabeça da Yeda para  dar uma aparada nas  arestas.

 Errei, de novo.

 Parece que ainda vão tentar manter o silêncio  sobre a bagunça do governo Yeda-por-cem-mil-nem-levanto-da-cadeira-que culpa-tenho-de-ser-alta-bonita-e-inteligente?.

 

TiViBrasil escreveu, em 12/03/2009

Arapongagem

É um fato conhecido: aconteceu com J.Edgard Hoover, do FBI. Ele tinha todas as informações possíveis e imagináveis sobre os presidentes e políticos americanos. Seu poder foi imenso e durou décadas.

Luis Eduardo Soares já escreveu sobre isto: quando um governador toma posse, ele e seu secretário de segurança já foram mapeados por grupos organizados da polícia. Verdades incômodas ou meia-verdades podem vazar a qualquer momento. Basta contrariar os interesses.

Este aspecto do livro Elite da Tropa não foi retratado no filme Tropa de Elite.

A denúncia de Roberto Jefferson sobre o mensalão começou por um grampo clandestino contra um funcionário concursado dos Correios. Vazado para o Jornal Nacional. Tinha araponga da ABIN envolvido.

A Veja vazou um inquérito sigiloso para denunciar o vazamento de outro inquérito sigiloso.

Querem que a gente acredite que a cruzada contra a Satiagraha é pela moralidade das investigações e pelo fim da arapongagem. Que não tem nada a ver com o fato de que o investigado seja o banqueiro Daniel Dantas.

Então tá. 

Tem gente para tudo, inclusive para acreditar nesta estória.

Dona Yeda fez palestra no Rio de Janeiro, na última sexta feira, 20 de março.

Ri bastante da notícia do Diário Gauche, reproduzo aqui:

[…]uma iniciativa dessa fundação do partido democrata cristão da Alemanha (orçamento anual de 100 milhões de euros) e um centro de estudos do tucanato, chamado Cebri – metidos a think tanks de cuecas. 

A governadora Yeda Rorato Crusius foi palestrante convidada, certamente mais um esforço dos caciques tucanos para tirar a sua estrela-pop sulina da depressão mais cava. 

Tudo inútil. A governadora surpreendeu a todos, especialmente o meu amigo que não conhecia a crônica de suas muitas façanhas. 

Foi dado a ela o tempo de quinze germânicos minutos para falar sobre “A democracia do Brasil” (ver fac-símile acima). 

A governadora dividiu seu tempo em três partes: na primeira, depois de desfraldar uma bandeira do Estado do Rio Grande do Sul, tratou de explicar aos presentes sobre o significado das expressões – Liberdade, Igualdade, Humanidade – que a ilustram; na segunda parte, dona Yeda comentou longa e minuciosamente sobre as cores da nossa bandeira estadual, e no terço final de sua oração, Sua Excelência discorreu sobre os fantasmas que habitam o Palácio Piratini e “que a impedem de trabalhar lá”, chegando a jurar que em hipótese alguma permanece no local depois das 18 horas. Encerrou a sua fala sem mencionar o vocábulo “democracia”. 

Ninguém entendeu lhufas.

 

Recordações de Luis Nassif, quando trabalhava na Folha de São Paulo:

Escrevi uma coluna falando de seus maus modos políticos.

Ela me telefonou e soltou uma frase que entrou para a relação dos grandes clássicos:

– Que culpa eu tenho de ser alta, bonita e inteligente?

Nenhuma, governadora, nenhuma. A culpa é toda nossa.

“Não entendo essa desconfiança toda. Eu só fui eleita”

 

Publicado em Notícias

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