Procura-se

Garçom, desesperadamente

Garçons correm do trabalho para pegar a bolsa família. Foto: Laureano Bitencourt

 É a honra de um homem bom e honesto que está em jogo.

O senador Jarbas Vasconcellos declarou: “Há um restaurante que frequento há mais de 30 anos no bairro de Brasília Teimosa, no Recife. Na semana passada, cheguei lá e não encontrei o garçom que sempre me atendeu. Perguntei  ao gerente e descobri que ele conseguiu uma bolsa para ele e outra para o filho  e desistiu de trabalhar. Este é o retrato do bolsa família.”

Urariano Mota foi à favela Brasília Teimosa, em Recife, em busca do garçom citado pelo senador Jarbas Vasconcellos. O resultado foi uma imperdível reportagem da Carta Capital: “Garçom, procura-se”. Aliás, o repórter procurou tudo: o senador, o restaurante, o gerente, o garçom. Muito boa.

Uma nova capa, e alguma vergonha

E agora?

 

 

 

Setores do Goveno tucano do Rio Grande do Sul faziam gravações clandestinas com a finalidade de chantagear. Nada de novo, conforme  post anterior (Arapongagem). A novidade é a prova, que vem de dentro e gravada:

“O ex-ouvidor da Secretaria de Segurança Pública do RS  entregou, hoje à tarde, um CD com gravações de escutas telefônicas à direção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). As gravações, que teriam sido realizadas sem autorização judicial, envolvem integrantes do próprio governo e prefeituras. Paiani disse que elas trazem elementos que podem configurar crime contra a administração pública, favorecimento, tráfico de influência, crime eleitoral e violação do sistema de consultas da Secretaria de Segurança. A OAB anunciou que analisará o material neste final de semana e se pronunciará na segunda-feira”. Acompanhe no RS Urgente e saiba quem é o ex ouvidor do governo e qual a reação da governadora Cruzius

O Guardião, e alguma indignação

Confusa a matéria da FSP sobre a arapongagem da secretaria de segurança do Rio Grande do Sul.

grampo-yeda

‘um aparato clandestino de espionagem que funciona no governo’

‘Paiani -que é filiado ao PSDB- disse que “um assessor muito próximo da governadora” aparece nas ligações cometendo tráfico de influência e crime eleitoral’.

‘Os grampos foram feitos, segundo Paiani, por policiais que operam o sistema Guardião, o programa onde ficam armazenadas escutas feitas pela Secretaria da Segurança Pública, mas sem autorização judicial’.

Frases importantes no texto, que não mereceram manchete, destaque, explicação, nem são repercutidas pelos colonistas.

É mais um caso para análise de como a míida consegue diluir os fatos mais importantes, trazer para a manchete o secundário e não esclarecer o contexto.

Não parece ser culpa do repórter. Parece coisa de editor. Ao menos, a FSP apurou alguma coisa e traz um dado novo: um dos nomes envolvidos na espionagem é o chefe de gabinete da governadora.

Já O Globo, e provavelmente a TV Globo (não vi),  mantem o silêncio obsequioso de tudo que possa ser constrangedor para os tucanos gaúchos.  

Uma carta, que a folha não publica

Ivan Seixas, cujo pai foi “assassinado” com 24 horas de antecedência pelo jornal dos Frias, não consegue publicar sua carta na FSP.

Dá para encontrar, aqui

Uma desculpa para a mentira desmascarada

A Folha de São Paulo ainda não se desculpou pelo erro que o blog do Rodrigo Viana desmascarou: “Otavinho mentiu: Comparato criticou Cuba”

Alguma elegância na redação

DA REDAÇÃO [da Folha de São Paulo]

Por meio de seus advogados, os professores Fábio Comparato e Maria Victoria Benevides requerem a publicação das considerações abaixo a título de “direito de resposta” a declarações do diretor de Redação da Folha, Otavio Frias Filho, publicadas em 8 de março:

“Levar mais de duas semanas para reconhecer um desatino editorial (a classificação do regime militar brasileiro como “ditabranda’), imputando a responsabilidade pelo episódio ao teor de nossas críticas, não parece um comportamento compatível com a ética do jornalismo. Sempre sustentamos, sem precisar receber lições de ninguém, que as vítimas de regimes arbitrários, aqui e alhures, merecem igual proteção e respeito, sem desvios ideológicos ou idiossincrasias pessoais.”

Nota da Redação: O tratamento dado pela Folha ao uso da palavra “ditabranda” em editorial de 17 de fevereiro, com a publicação de diversas críticas e o reconhecimento da impropriedade do termo, é um exemplo de transparência editorial. Imaginava-se encerrado o episódio, mas os professores Comparato e Benevides estão empenhados em extrair dele o máximo rendimento possível. As opiniões de ambos sempre foram transmitidas pelo jornal, por meio de numerosos artigos, sem a necessidade de advogados. A “resposta” acima é publicada com base na Lei 5.250/67, editada pela ditadura militar, a fim de que vítimas de regimes cautelosamente chamados de “arbitrários” e vagamente situados “alhures” também se sintam destinatários dessa solidariedade envergonhada.”

Facilidades no Supremo, americano

 O Exemplo Castro Neves:

 Acusado de sonegação e outras fraudes nos EUA, o  piloto foi algemado, vai a júri e pode parar na cadeia.  Deve perguntar aos seus botões: por que não estou no  Brasil?
 Reportagem: Carta Capital

 

Decifrador de enigmas

Blogueiro da Folha é burro ou safado?

Decifre o enigma aqui

Se era niilista ou machista, já tinha sido decifrado aqui.

Publicado em Notícias

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