Números para comemorar

A comemoração cínica e perdida

The Pig twist the tail (a porca torce o rabo, O PIG torce o rabo)

Folha de S.Paulo: “Queda no PIB no Brasil é uma das piores do mundo.”

O Globo: “Indústria desaba, consumo cai e já se teme 2009 com recessão.”

O Estado de São Paulo: “PIB desaba no 4º trimestre e risco de recessão aumenta.”

Valor: “País fica mais perto da recessão.”

Brasil cresceu 5,1% em 2008, apesar do Banco Central

A economia brasileira cresceu 5,1% mesmo com os EUA em recessão há mais de um ano e apesar dos juros altos determinados pelo Banco Central.

No último trimestre, houve uma forte desaceleração em relação ao trimestre anterior, queda  de 3,6%. Embora mesmo no último trimestre tenha havido crescimento de 1,3% quando comparado com o útlimo trimestre do ano anterior. Uma amostra perfeita de que o Brasil não precisa de recessão. (como já defendido aqui, em “O Brasil não precisa de recessão”)

Crise e Mudança

A queda de 3,6% do último trimestre frente ao trimestre anterior revela de modo inequívoco a barbeiragem do Banco Central. Isto já acontecera em 2004 e em 2007. Mas nunca de forma tão explícita e clara como agora.

Uma excelente análise sobre a barbeiragem do Banco Central, produzida por Yoshiaki Nakano, foi republicada no blog do Nassif

O clichê de que crise é sinônimo de oportunidade pode se transformar em realidade, desde que se faça por onde.

Há uma oportunidade clara de interromper a sangria de bilhões de reais do Orçamento da União carreados para pagar o capital financeiro por meio de juros estratosféricos.

Estes bilhões de reais podem ser usados para investimentos produtivos e para recuperar parte das perdas dos aposentados que recebem mais de um salário mínimo. Os argumentos já foram apresentados, aqui (em “Reajuste Pequeno Demais”)  e  aqui (em “Mãos e Olhos de Alice”)

Brasil: O último a entrar e o primeiro a sair

Espera-se que este seja o mote do governo. O primeiro sinal tem que ser dado pelo Banco Central que hoje divulga a nova taxa SELIC. O mercado fala em corte de 1 a 2%. Para ousar e romper o conservadorismo excessivo que tem caracterizado o BC, o corte, a princípio, poderia chegar a 3%.

O poder de barganha do grande capital financeiro está enfraquecido por não encontrar abrigo melhor em outros países do mundo.

O mais importante, é que o BC esteja afinado com o Ministério da Fazenda, que não se comporte como um bastião do rentismo. Que se comporte  como um auxiliar para a retomada do crescimento econômico e do desenvolvimento social.

A verificar.

Publicado em Notícias

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