Eram loucos estes deuses?

O Inferno como elevador para os céus

O Bispo Richard Williamson e os outros três “lefebristas” reabilitados por Ratzinger, o Papa Bento XVI, que negam o Holocausto e rechaçam as mudanças do Concilio Vaticano II, foram assessores da ditadura militar Argentina. País que ainda é um dos seus centros de atividade mais importantes.

Ativos, eles denunciam que todos os países da América latina, exceto Colombia, são governados por ex comunistas e guerrilheiros.  Não à toa, o principal promotor da reaproximação deles com o Vaticano foi o cardeal colombiano Darío Castrillón.

Convento Lefebrista. Teologia dos campos de concentração

No julgamento dos ex Comandantes militares de 1985, o ex prisionero Gustavo Contepomi contou que um torturador, assistido espirtualmente por esta gente, lhe disse que “quería asegurarme una rápida ascensión al Cielo y que para eso era necesario que aquello fuera un infierno para mí”. Leia mais na Página 12.

As Pias orações aos Deuses.

Há uma polêmica entre os católicos e os judeus sobre as suas respectivas orações.

Para exemplificar, vejamos citação de jorge Ferraz, um católico pernambucano praticante, no post “Derramai Vosso furor…” (Jr 10, 25):

“A atual subserviência do Ocidente começou com um pequeno passo; na década de 60, as Igrejas Ocidentais retiraram de sua liturgia uma oração, ‘Oremus et pro perfidis Judaeis’; ‘Oremos pelos pérfidos judeus: que Nosso Deus e Senhor remova o véu que cobre os seus corações, a fim de que eles aceitem a luz de Sua verdade que é Nosso Senhor Jesus Cristo e saiam das trevas em que se encontram‘. Isto foi considerando ‘anti-semita’, embora fosse um eco distante da oração judaica ‘Shepokh Hamatha’, “Senhor, enviai a Vossa fúria sobre os goyim que não conhecem o Vosso Nome‘. Mas os judeus preservaram a sua oração de vingança, enquanto cristãos perdidos e dominados abandonaram sua oração de misericórdia”.

Como explicar o antisemitismo e o apartheid?

Eyada Sarraj, Psiquiatra, Palestino e ex-pacifista.

Viu as intifadas, e todas as guerras desde 1948, mas nesta viu “a cara pior de Israel”. E deixou de ser pacifista. 

Eyada arrisca uma interpretação:

“Sempre falei na necessidade de paz com Israel, mas agora já não acredito na paz. Estávamos a iludir-nos. É impossível ter paz com um sistema racista, de apartheid. Israel, que é experiente em trauma desde o Holocausto, que podia falar ao mundo em direitos humanos e igualdade, tornou-se um caso de doença patológica, de paranóia.”

“Os judeus trouxeram tanta dor do Holocausto e estão a projectar isso nos palestinianos. Em vez de lidarem com o seu trauma, projectaram a vitimização nos palestinianos. Suprimiram a culpa, não a exprimem.”

“[…] Envergonham-se de terem sido levados para as câmaras de gás sem resistência. E agora não querem que nós resistamos.”

Na esquerda da esquerda israelita, não é assim. Mas Sarraj sabe que é uma pequena percentagem. “Intelectuais israelitas clarividentes expressam essa culpa de muitas formas. Mas o sistema político e a comunidade em geral estão doentes: culpam os palestinianos.”

Leia mais no excelente site da jornalista Alexandra Lucas Coelho, uma portuguesa em Israel e na Palestina.

 

Os Múltiplos usos do Antisemitismo

Que os conservadores católicos, os fascistas, os nazista,  os stanilistas, a extrema direita argentina e israelense fizeram uso do antisemitismo para seus fins expansionistas não deve ser muito controverso.

Agora algo similar ocorre na Venezuela.

Uma sinagoga foi alvo de ataque na madrugada do último sábado em Caracas.

As Tvs da Venezuela logo quiseram associar o ato de vandalismo ao repúdio de Chavez contra a guerra em Gaza.

Chavez não perdeu tempo: “Condenamos las acciones en la Sinagoga de Caracas, como también condenamos la quema del Ávila (Guaraira Repano), que la Oligarquía no condena. Hay que condenar y nosotros condenamos la violencia, venga de donde venga, y la combatiremos venga de donde venga”. “Lejos está mi gobierno de estar impulsando hechos de violencia”.

E ainda contou com a sorte.

Noam Bahat e outros 4 "refuseniks"

Neste dia 2 de feveriro chegou à Venezuela um pacifista israelense,  , que passou 465 dias preso por ter se recusado a servir a um exército de ocupação.

Trecho da entrevista a um site venezuelano:

Sectores derechistas y pro-guerra Israelíes han acusado al gobierno del Presidente Chávez de anti-semita, por la posición de Venezuela en contra de los bombardeos en Gaza. ¿Que opinión te merece esto?

Noam: Las acusaciones de que el gobierno del Presidente Chávez es anti semita por la razón que el gobierno critica los asaltos en Gaza son ridículas. Esto no significa que no haya racismo o antisemitismo en Venezuela, pero eso no lo puedo saber desde afuera. Por ahora, me parece que el racismo en contra de los afro-venezolanos, y los pueblos indígenas son problemas más urgentes.

 

          

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado em Política

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