O “racha” da recessão

A distribuição da conta

No Brasil

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Levantamento realizado pelo Valor Online com as 20 maiores empresas de capital aberto brasileiras mostra que nos quatro meses após o fatídico 15 de setembro de 2008, quando a quebra do Lehman Brothers marcou a proliferação da crise pelo mundo, essas companhias anunciaram R$ 21,7 bilhões em remuneração aos acionistas, tanto na forma de dividendos como em juros sobre o capital próprio. No mesmo intervalo entre o fim de 2007 e o início de 2008, antes da crise chegar, o total ficou em R$ 18,5 bilhões. 

Na França

Trabalhadores Franceses protestam contra condições de trabalho e a perda do poder aquisitivo. Clique e Veja no Liberation.

Não resta dúvida sobre a intensidade da crise econômica mundial.

Também não resta dúvida sobre o aumento da luta pela apropriação das riquezas naturais e das riquezas produzidas pelo homem.

Há disputa pelo dinheiro entre os que tem muito dinheiro.

Apesar de todo o alvoroço, tem gente ganhando dinheiro com a crise. Muito dinheiro. George Soros, por exemplo, ganhou nova bolada com a recente desvalorização da libra esterlina.

Fundos que apostaram na queda dos ativos, operaram “vendidos”, também ganharam muito.

 

publicada no diário gauche

publicada no diário gauche

Mas  a principal batalha política será pela distribuição agregada da riqueza: Capital x Trabalho.

A CUT está certa ao dizer que a expansão dos dividendos pagos a acionistas reforça a tese de que muitas empresas estão utilizando a crise como desculpa para estabelecerem processos de demissão, de flexibilização e de salários.

Segundo o jornal Valor, o Presidente da CUT informou que a entidade está debruçada na elaboração de um estudo que abrange o pagamento de dividendos das 200 maiores empresas de capital aberto do Brasil. 

Os “espertos” continuam antenados: crise é sinônimo de oportunidade, não é mesmo?

Soros defendeu, lá em Davos, mais US$ 1,5 trilhão (maior que todo o PIB brasileiro) para recapitalizar os bancos. Até agora, os dados sobre o socorro a Wall Street estão guardados a 7 chaves.

Nos EUA:

US$ 18,4 bilhões pagos em bônus para os executivos

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Na Alemanha:

Mais 387.000 desempregados.

Em janeiro o desemprego cresceu duas vezes mais do que o previsto, chegando a 7,8%

Na Inglaterra:

Shell alcança lucro recorde 

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Olho vivo no passado também:

É bom não esquecer, como lembra o  Diario Gauche, que antes desta crise havia 950 milhões de famintos;  4,75 bilhões de pobres; 1 bilhão de desempregados; mais de 50% da população mundial no subemprego ou em condições precárias de trabalho; 45% da população mundial sem acesso direto à água potável; 3 bilhões de pessoas sem saneamento básico. 113 milhões de crianças sem acesso à educação e 875 milhões de adultos analfabetos. Além de 16.306 espécies em vias de extinção, das quais 25% são mamíferos.

No México

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Publicado em Mercado Financeiro
Um comentário em “O “racha” da recessão
  1. Ana disse:

    Excelente reflexão, fundada em muitas fontes e evidências empíricas. A impressão sobre a crise é que os ricos estão ganhando e os mais pobres estão indo para o desemprego à pretexto da crise.

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