TiVi Brasil

Editado por Cláudio Roquete

Os Santos, as Poluções, o Gozo

Da série “reacionários adoráveis”, um texto do Jorge Luis Borges

ENTRE MIM E EU MESMO, QUE DIFERENÇA!

Até o ano 400 o filho de Mônica e Bispo de Hipona, Aurelius Augustinus, conhecido depois por Santo Agostinho, redigiu suas Confissões. Não pode dissimular seu assombro ante as deformações e excessos que assaltam durante o sono os varões que, durante a vigília, se atem à sua concepção ético-filosófica e à doutrina cristã.”Não por mim, porém em mim, isto ocorreu”, disse. “Entre mim e eu mesmo que diferença!” E o bispo dá graças a Deus por não ser responsável pelo conteúdo de seus sonhos. Na verdade, somente um santo pode ficar tranqüilo por saber-se irresponsável.

Rodericus Bartius, Los que son númerosy los que no lo son (1964)

Jorge Luís Borges, Livro dos Sonhos

Santo Agostinho, sabemos, viveu há muito tempo. Bem antes da internet. Donde que perdeu a dica dos Guardiões do Templo , o que poderia ter lhe dado mais controle sobre si mesmo.

Exemplo :

“Imaginamos que aquela bela mulher ou aquele belo homem é do tempo, ou seja. Imaginamos a pessoa atraente como uma velha, ou um velho cheios de rugas, pelancas, com um cheiro ruim. Muitos até imaginam o objeto de desejo como um esqueleto ou um cadáver”.


[...] E as quedas sexuais?

As quedas acontecem quando alguém que é casado está praticando magia sexual e acaba por chegar ao orgasmo comum, acaba perdendo sua energia sexual. É claro que as quedas vem pela mente. Vem pelas fantasias, pelos desejos que alimentamos, pelos pensamentos de luxúria, pelas imagens dos corpos, das curvas, pelos fetiches, pela falta de trabalho na auto-observação, na transformação das impressões e na morte em marcha.

Durante a prática do arcano, da magia sexual, se houver risco de queda, de derrame, o casal deve cuidar dos movimentos, dos carinhos. Neste caso quanto mais carícias, carinhos, movimentos, mais perigo de perdermos as energias.No momento de risco de queda, devemos cessar os movimentos, prendermos a respiração, contrair o abdômen, as nádegas. O segundo passo é puxar o ar, inalar com muita força e profundidade, sem soltar o ar, sem exalar. Faremos isso por diversas vezes, até que passe o perigo de derramar as energias. O homem pode também, além de estar com a boca fechada para não sair o ar, com uma das mãos fechar (tapar) o nariz e com outra mão, segurar o pênis, como que segurasse uma mangueira, para que dela não saia água, isto é, ele vai além de fechar o canal ( a uretra), colocar o dedo polegar na glande, fechando o orifício.

Isto é uma atitude extrema, em último caso. O mais adequado e´o trabalho com as ferramentas revolucionárias e as defesas com as conjurações e o círculo mágico.

Estamos a disposição para esclarecimentos”.

Escrito por tivibrasil

12/11/2010 às 08:37

Publicado em Notícias

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