TiVi Brasil

Editado por Cláudio Roquete

A urubóloga, o anel de couro e a maledicência

Li o artigo da Miriam Leitão de30/11/2011, na sinopse da Radiobras pela manhã.

Paulo Henrique Amorim assistiu à mesma Leitão, que ele ferinamente chama de urubóloga, no Bom Dia Brasil da Rede Globo.

Achei o estilo da Leitão uma tristeza só. Insinua uma denúncia contra o IBGE, num esquema de morde e assopra, que ela sabe ser improcedente.

Ela tem suas fontes no IBGE.

Houvesse qualquer possibilidade de manipulação da composição do IPCA, por remota que fosse a suspeita, ela gritaria.

Suas fontes a informaram corretamente. Tudo estava previsto e foi feito de acordo com a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) mais recente.

Para azar dela, talvez a alteração prevista no cálculo do IPCA ajude o governo a baixar os juros, sem repique inflacionário. Talvez, pelo que se pode prever hoje. E só.

Sem poder denunciar uma tramoia e cada vez mais isolada no seu alarmismo hiperinflacionário, ela escreve um texto cabotino,  para dizer o mínimo.

Imaginei que nem valia a pena perder o tempo com essa bobagem. Mas o Paulo Henrique Amorim a assistiu falando do mesmo tema na TV aberta, uma concessão pública. Aí a coisa muda de figura. Infelizmente com a participação do Chico Pinheiro, um desses católicos que usa anel de couro no dedo para se lembrar dos explorados e oprimidos. Parece que o anel de couro não tem aperto suficiente para sobrepor ao afã de agradar os editores e patrões.

O IBGE e o PHA explicam a patranha global, perpetrada pela Leitão e aceita pelo boa praça Pinheiro.

O IBGE divulgou nesta terça-feira nota para explicar por que, como sempre faz, mudou os pesos do cálculo da inflação.
É uma mudança para refletir os novos hábitos de consumo da população:

Nota de esclarecimento sobre as mudanças nas estruturas de ponderação do IPCA e INPC

De acordo com os princípios e as melhores práticas internacionais de disseminação de estatísticas oficiais, o IBGE divulgou ontem, 28/11/2011, o detalhamento das alterações na estrutura de ponderação dos índices de preços em sua página na internet, por meio da nota intitulada “Nota técnica do SNIPC – Atualização das estruturas de ponderação a partir da POF 2008-2009”.

Importante realçar que já no dia 28/09/2011, o IBGE divulgou, a nota “Janeiro de 2012 – IPCA e INPC terão estruturas de pesos atualizadas”, em que informa que as novas estruturas de gastos de consumo, estariam disponíveis na última semana de novembro deste ano. O mesmo anúncio foi feito, também, pela Coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes, aos jornalistas presentes à entrevista coletiva quando da divulgação do IPCA/ INPC de setembro, em 7/10/2011. Na ocasião foram prestados todos os esclarecimentos solicitados pela mídia sobre o assunto.

Quanto às alterações da estrutura de consumo das famílias brasileiras, estas foram apresentadas na divulgação dos resultados da POF 2008-2009, em 23/06/2010, valendo destacar o caso da redução do peso do grupo Educação nos orçamentos familiares, que passou de 4,1% em 2002-2003 para 3.0% em 2008-2009. No entanto, como o IBGE não faz previsão a respeito de resultados, não há o que comentar a respeito do que ocorrerá a partir de janeiro de 2012 com os índices de preços.

As mudanças nas estruturas de ponderação são parte dos procedimentos regulares de atualização dos índices de preço ao consumidor adotados pelos produtores de índices. O IBGE tem adotado este procedimento sistematicamente, a exemplo da incorporação dos resultados da POF 2002-2003 realizados em julho de 2006 e anunciado em dezembro de 2005. Procedimento similar ao atual e anunciado em 2011 em três ocasiões distintas.

Mais uma vez, o IBGE coloca-se à inteira disposição da mídia e da sociedade em geral, para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários sobre esse assunto, seguindo os princípios de transparência, imparcialidade e igualdade de acesso que sempre nortearam sua atuação.

Navalha

No Bom Dia (?) Brasil de hoje, a Urubóloga e o Chico Pinheiro se divertiram muito com a expressão “jabuti não sobe em árvore”.

A Urubóloga atribui o provérbio à sabedoria mineira.

Só que não é.

É um provérbio português que entrou para o dialeto da política brasileira por um coronel maranhense, Vitorino Freire, que costumava justificar o regime militar dessa forma: “se você vir um jabuti numa furquilha deixa ele lá, porque jabuti não sobe em árvore, alguém foi que botou lá”.

(Do livro “Sarney – a biografia”, de Regina Echeverria, editora Leya, pág. 82.)

No Bom Dia (?) Brasil, o que se depreende é que a Dilma botou o jabuti na árvore.

A Urubóloga suspeita que as mudanças do IBGE tenham sido feitas “na direção do que o Governo precisava”.

Isso é gravíssimo !

Se a Dilma botou o jabuti na árvore, é caso de impeachment !

Manipular a taxa de inflação significa manipular a remuneração de todos os títulos do universo financeiro do país.

Significa meter a mão no bolso dos detentores de títulos para garantir que a meta de inflação seja cumprida.

E o IBGE, nesse quadro de jabutis na árvore, passa a ser cúmplice da patranha: um órgão que não merece ser respeitado.

O IBGE está no bolso de quem: de credores ou devedores ?

Veja, amigo navegante, a gravidade dessa suspeita !

Sua diretoria tem que ser imediatamente removida e substituída, depois de apuradas as responsabilidades criminais.

É o que acontece quando o Governo deixa a Globo dizer o que bem entende.

O problema não é a Miriam, que, como se disse aqui, é um embutido da Sadia composto de ideias que, separadas, não gostaríamos de consumir.

Ela, como se vê, confunde o Maranhão com Minas (começam com “m” …)

O problema não é a Miriam: o problema é a Globo.

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30/11/2011 em 12:51

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Nem sempre se deve ir ao SUS

Descobri que portava Hepatite C.

O hepatologista que me diagnosticou poderia me atender pelo SUS ou no seu consultorio. Deixou-me â vontade para escolher, embora ele ganharia dinheiro apenas pelo consultorio. Um medico honesto.

Eu tinha um plano de saude cuja regra era cobrir 85% de qualquer custo.

Optei pelo consultorio porque me parecia socialmente mais justo do que disputar com quem so poderia optar pelo SUS.

Houvesse uma CPMF totalmente voltada para a saude, possivelmente este dilema nem se colocaria. Para muita gente, como eu, nem haveria necessidade de plano de saude.

Agora, tem um bando de mane que votou contra a CPMF e fica cobrando do Lula (e nao cobra dos deputados em quem votaram, de ultra esquerda ou de direita, neste caso da no mesmo), so do Lula, que dispute a atencao do SUS com quem so tem o SUS para contar.

Se o Lula fosse para o SUS diriam que estava furando fila, fazendo demagogia, que a ansia pelo poder era maior ate do que a consideracao pela propria saude, que era pao duro  e o que mais a maledicencia possa iventar.

Eh triste ver a ultra esquerda embarcando nesta canoa furada do preconceito.

CPMF exclusiva para a saude.  Sim, sim, reducao do custo da divida publica. Mas eh mera disputa mesquinha  agir e votar como se uma coisa excluisse a outra.

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01/11/2011 em 23:50

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Vai pro SUS

por Nina Crintzs, no blog do Luis Nassif

Há seis anos atrás eu tive uma dor no olho. Só que a dor no olho era, na verdade, no nervo ótico, que faz parte do sistema nervoso. O meu nervo ótico estava inflamado, e era uma inflamação característica de um processo desmielinizante. Mais tarde eu descobri que a mielina é uma camada de gordura que envolve as células nervosas e que é responsável por passar os estímulos elétricos de uma célula para a outra. Eu descobri também que esta inflamação era causada pelo meu próprio sistema imunológico que, inexplicavelmente, passou a identificar a mielina como um corpo estranho e começou a atacá-la. Em poucas palavras: eu descobri, em detalhes, como se dá uma doença-auto imune no sistema nervoso central. Esta, específica, chama-se Esclerose Múltipla. É o que eu tenho. Há seis anos.

Os médicos sabem tudo sobre o coração e quase nada sobre o cérebro – na minha humilde opinião. Ninguém sabe dizer porque a Esclerose Múltipla se manifesta. Não é uma doença genética. Não tem a ver com estilo de vida, hábitos, vícios. Sabe-se, por mera observação estatística, que mulheres jovens e caucasianas estão mais propensas a desenvolver a doença. Eu tinha 26 anos. Right on target.

Mil médicos diferentes passaram pela minha vida desde então. Uma via crucis de perguntas sem respostas. O plano de saúde, caro, pago religiosamente desde sempre, não cobria os especialistas mais especialistas que os outros. Fui em todos – TODOS – os neurologistas famosos – sim, porque tem disso, médico famoso – e, um por um, eles viam meus exames, confirmavam o diagnóstico, discutiam os mesmos tratamentos e confirmavam que cura, não tem.

Minha mãe é uma heroína – mãos dadas comigo o tempo todo, segurando para não chorar. Ela mesma mais destruída do que eu. E os médicos famosos viam os resultados das ressonâncias magnéticas feitas com prata contra seus quadros de luz – mas não olhavam para mim. Alguns dos exames são medievais: agulhas espetadas pelo corpo, eletrodos no córtex cerebral, “estímulos” elétricos para ver se a partes do corpo respondem. Partes do corpo. Pastas e mais pastas sobre mesas com tampos de vidro. Colunas, crânio, córneas. Nos meus olhos, mesmo, ninguém olhava.

O diagnóstico de uma doença grave e incurável é um abismo no qual você é empurrado sem aviso. E sem pára-quedas. E se você tá esperando um “mas” aqui, sinto lhe informar, não tem. Não no meu caso. Não teve revelação divina. Não teve fé súbita em alguma coisa maior. Não teve uma compreensão mais apurada das dores do mundo. O que dá, assim, de cara, é raiva. Porque a vida já caminha na beirada do insuportável sem essa foice tão perto do pescoço. Porque já é suficientemente difícil estar vivo sem esta sentença de morte lenta e degradante. Dá vontade de acreditar em Deus, sim, mas só se for para encher Ele de porrada.

O problema é que uma raiva desse tamanho cansa, e o tempo passa. A minha doença não me define, porque eu não deixo. Ela gostaria muitíssimo de fazê-lo, mas eu não deixo. Fiz um combinado comigo mesma: essa merda vai ter 30% da atenção que ela demanda. Não mais do que isso. E segue o baile. Mas segue diferente, confesso. Segue com menos energia e mais remédios. Segue com dias bons e dias ruins – e inescapáveis internações hospitalares.

A neurologista que me acompanha foi escolhida a dedo: ela tem exatamente a minha idade, olha nos meus olhos durante as minhas consultas, só ri das minhas piadas boas e já me respondeu “eu não sei” mais de uma vez. Eu acho genial um médico que diz “eu não sei, vou pesquisar”. Eu não troco a minha neurologista por figurão nenhum.

O meu tratamento custaria algo em torno de R$12.000,00 por mês. Isso mesmo: 12 mil reais. “Custaria” porque eu recebo os remédios pelo SUS. Sabe o SUS?! O Sistema Único de Saúde? Aquele lugar nefasto para onde as pessoas econômica e socialmente privilegiadas estão fazendo piada e mandando o ex-presidente Lula ir se tratar do recém descoberto câncer?

Pois é, o Brasil é o único país do mundo que distribui gratuitamente o tratamento que eu faço para Esclerose Múltipla. Atenção: o ÚNICO. Se isso implica em uma carga tributária pesada, eu pago o imposto. Eu e as outras 30.000 pessoas que têm o mesmo problema que eu. É pouca gente? Não vale a pena? Todos os remédios para doenças incuráveis no Brasil são distribuídos pelo SUS. E não, corrupção não é exclusividade do Brasil.

O maior especialista em Esclerose Múltipla do Brasil atende no HC, que é do SUS, num ambulatório especial para a doença. De graça, ou melhor, pago pelos impostos que a gente reclama em pagar. Uma vez a cada seis meses, eu me consulto com ele. É no HC que eu pego minhas receitas – para o tratamento propriamente dito e para os remédios que uso para lidar com os efeitos colaterais desse tratamento, que também me são entregues pelo SUS. O que me custaria fácil uns outros R$2.000,00.

Eu acredito em poucas coisas nessa vida. Tenho certeza de que o mundo não é justo, mas é irônico. E também sei que só o humor salva. Mas a única pessoa que pode fazer piada com a minha desgraça sou eu – e faço com regularidade. Afinal, uma doença auto-imune é o cúmulo da auto-sabotagem.

Mas attention shoppers: fazer piada com a tragédia alheia não é humor, é mau gosto. É, talvez, falha de caráter. E falar do que não se conhece é coisa de gente burra. Se você nunca pisou no SUS – se a TV Globo é a referência mais próxima que você tem da saúde pública nacional, talvez esse não seja exatamente o melhor assunto para o seu, digamos, “humor”.

Quem me conhece sabe que eu não voto – não voto nem justifico. Pago lá minha multa de três reais e tals depois de cada eleição porque me nego a ser obrigada a votar. O sistema público de saúde está longe de ser o ideal. E eu adoraria não saber tanto dele quanto sei. O mundo, meus amigos, é mesmo uma merda. Mas nós estamos todos juntos nele, não tem jeito. E é bom lembrar: a ironia é uma certeza. Não comemora a desgraça do amiguinho, não.

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01/11/2011 em 23:17

Publicado em Política

O sistema politico brasileiro eh corrupto

com um comentário

O sistema político brasileiro por definição é corrupto.

Não mais que o americano, o italiano, o russo ou o mexicano, por exemplo.

Mas, corrupto é.

Nos acima citados sistemas, a Caixa Dois, a sobra de campanha e a sujeição aos interesses dos financiadores são goiabada com queijo.

Uma das formas centrais do sistema político corrupto – como nos acima mencionados – é o acesso à televisão.

Tempo de tevê vale ouro – e voto.

E a manipulação do acesso à tevê é uma das causas do descrédito dos partidos e dos homens públicos nessas grandes democracias.

O noticiário político só faz equiparar a atividade público a reality show de ex-prostitutas.

Outra causa é a notória impunidade.

O sistema judicial torna-se cúmplice e parte de um sistema que se nutre de corrupção.

O financiamento público e uma Ley de Medios podem atenuar a penetração da corrupção no sistema político.

No Brasil, à parte a geneneralizada impunidade – que se acentuará com o fechamento do Conselho Nacional de Justiça pelo Supremo -, há um fenômeno que não se repete em nenhuma das citadas democracias.

É a concentração do PiG (*).

Três famílias – Marinho, Frias e Mesquita (by proxy) – , dominam a tevê, o rádio, o jornal, as revistas, as agências de notícias e portais na internet.

(A família Civita, expulsa da Argentina, no Brasil explora outro ramo de negócio, que não o jornalismo.)

Três famílias – duas em São Paulo e outra no Rio, a Globo, que, porém, trabalha para o IBOPE de São Paulo – dominam o conteúdo da informação e a agenda de debates de um país de 200 milhões de almas, com uma maravilhosa e suprimida diversidade cultural.

O papel central do PiG é derrubar os Governos trabalhistas, onde, apesar de todo o bom-pracismo dos governantes, os negócios empresariais do PiG enfrentam mais obstáculos.

Quando os Neolibelês (**) estiveram no Governo, o PiG sentava-se à mesa do banquete.

O PiG não é golpista porque denuncie a corrupção.

O PiG é golpista porque SÓ denuncia a corrupção dos trabalhistas.

Para o PiG, a massa cheirosa não rouba.

Nem roubou.

O PiG tem parte, tem lado, obedece a uma linha política, como o Ministro Gilmar Dantas (***): está sempre do lado de lá.

As denúncias de corrupção são apenas uma das faces do golpismo.

Outra é a fixação da agenda.

O PiG e o Congresso acabam por discutir só o que o PiG quiser.

O PiG determina a hierarquia: a ponte de 3,5 km sobre o rio Negro não tem menor importância.

Só teria se ficasse comprovado o esmagamento de um bagre na hora de fincar uma estaca.

Aí, sim, seria um Deus nos acuda.

Vamos sublimar, amigo navegante, a criminosa discriminação que o PiG pratica contra os atos dos governos trabalhistas.

Vamos por à parte o excepcional Governo do Nunca Dantes, aprovado por 80% da população.

Ou do Governo de sua sucessora, que segue a mesma trilha.

Vamos à Argentina.

Agora, com a acachapante vitória da Cristina, só agora se sabe que o maior eleitor foi a bonança econômica.

A Argentina bomba !

E aqui se tinha a impressão de que a Argentina era uma pocilga encravada na caverna do Ali Babá.

As atividades do PiG são, pela ordem, deturpar, omitir, mentir.

As denúncias de corrupção do PiG são bem-vidas, porém.

E devem servir de elemento para coibir o malfeito.

O problema é que no PiG se esvaecem como nuvens as denúncias de corrupção do outro lado: as ambulâncias superfaturadas; o Ricardo Sergio, o Preciado, o Paulo Preto, o Daniel Dantas, o Robanel dos Tunganos; a concorrência do metrô de São Paulo; o mensalão de Minas; a empresa de arapongagem do Cerra paga pelo contribuinte paulista; os anões do Orçamento da Assembléia tucana de Sao Paulo.

Tudo isso se lava com água e sabão e vai embora pelo ralo.

E a corrupção da empresa privada ?

Os subornadores, os financiadores dos políticos ?

Quem compra os políticos ?

A Madre Superiora ?

Quem ganha todas as concorrências e não perde uma na Justiça ?

Quem são e o que fazem os que a Evita Peron chamava de “oligarcas de mierda ?”

Por que no Brasil não tem empresário ladrão ?

Nem rico na cadeia ?

É por isso que o PiG é golpista.

Porque é cúmplice, beneficiário e arauto dessa máfia do poder, como diz o Mino.

As denúncias de corrupção são a face branda quase pueril do PiG.

Vamos pegar o PiG pelo gancho: vamos fazer uma Ley de Medios.

Paulo Henrique Amorim

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25/10/2011 em 18:14

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Direitos individuais e práticas sociais

“É direito constitucional crer que os homossexuais queimarão no inferno. Ou que os negros descendem de macacos e os arianos de cisnes brancos. É lícito crer que o fato de Karl Marx ter escrito O capital comprova que o judeu só pensa em dinheiro. Ninguém pode ser reprimido por pensar que a mulher é um ser incompleto. Sequer há crime em sentir-se atraído por criança. As concepções e as pulsações individuais são direitos individuais inarredáveis, por exóticas e desviadas que sejam.
É socialmente inaceitável que homofóbicos, racistas, pedófilos, misóginos e assemelhados afirmem positivamente suas concepções e impulsos, com palavras ou ações, ferindo comunidades frágeis ou discriminadas e, através delas, a sociedade como um todo. Realidade que a lei toma crescentemente consciência, ao punir em forma cada vez mais ampla o racismo anti-negro, o anti-semitismo, o sexismo, a pedofilia e, ultimamente, a homofobia.
Preceitos religiosos não justificam atos anti-sociais. Quem incentivar ou praticar o bíblico “olho por olho, dente por dente” terminará diante do delegado. Ninguém defende hoje a condenação à morte do adúltero e da adúltera – que despovoaria nosso país! Todos concordam que não teríamos vereadora, governadora ou presidenta, se seguíssemos a ordem da Bíblia que as mulheres “sejam submissas aos maridos” e “fiquem caladas nas assembléias (…)”!
Original aqui

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11/06/2011 em 23:11

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O que importa

Na avaliação do Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland:

Valor: O que lhe preocupa mais?

Holland: O fato de termos, ainda, a maior taxa de juros real do mundo. Uma das maiores contribuições deste governo para o país será gerar políticas que preparem a economia brasileira para viver em uma conjuntura de juros reais em linha com o que é praticado no resto do mundo. Quando isso ocorrer, resolveremos uma série de problemas. Não teremos que gastar cerca de US$ 200 bilhões por ano com encargos da dívida, o custo de carregamento de nossas reservas internacionais será muito menor, o incentivo ao fluxo de capitais será reduzido e, perderemos o viés de valorização da taxa de câmbio.

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06/06/2011 em 10:08

O Estouro da Inflação

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15/05/2011 em 18:58

Impeachment de Gilmar Mendes

Advogado protocola no Senado Federal pedido de “impeachment” do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes
Acompanhado de um robusto relatório, o pedido de “impeachment”, do Ministro do STF, Gilmar Mendes, foi apresentado pelo advogado Alberto de Oliveira Piovesan, no ultimo dia 12 de Maio na Presidência do Senado Federal, em Brasília.

Embora em torno do pedido tenha-se determinado “sigilo”, o assunto caiu como uma bomba na Casa legislativa, já debilitada perante a opinião pública nacional, devido os diversos escândalos envolvendo seus membros. Sem dizer que grande parte dos senadores encontra-se processados perante o Supremo Tribunal Federal.

Na petição, o comportamento do Ministro Gilmar Mendes é duramente questionado. Principalmente sua relação com o advogado Sergio Bermudês. Seu escritório de Advocacia, além de empregar a esposa de Gilmar Mendes, teria patrocinado diversas viagens do Ministro ao exterior.

Os fatos narrados são gravíssimos e demonstram o quanto o Poder Judiciário esta contaminado por práticas questionáveis. A relação dos “parentes” de membros do Poder Judiciário é trazida de maneira clara e comprovada.

A documentação, as provas e as testemunhas arroladas são de auto teor explosivo.

São testemunhas:

Deputado Federal Protogenes Queiroz

Desembargador Federal Fausto De Sancts

Jornalista Luiz Maklouf Carvalho- Revista Piauí.

Jornalista Moacyr Lopes Junior- Folha de São Paulo.

Jornalista Catia Seabra- Folha de São Paulo.

Jornalista Felipe Seligman- Folha de São Paulo.

Agente da Polícia Federal Jose Ricardo Neves.

Advogado Dalmo de Abreu Dallari-USP.

Nos termos da lei nº 1079, de 10 de Abril de 1950, depois de protocolado o pedido de “impeachment”, o presidente do Senado, deveria criar uma comissão processante. Formada por senadores que emitiram parecer sobre o pedido que seria submetido à aprovação do Plenário. Se aceito o pedido, abre-se o procedimento de “impeachment”. A assessoria de imprensa da Presidência do Senado informou à reportagem do Novojornal, nesta segunda-feira (16), que o pedido foi encaminhado no mesmo dia, 12/05 para Assessoria Jurídica da Casa que deverá assessorar a presidência na tramitação da matéria.

Em procedimento semelhante e anterior, em relação ao ex-Procurador Geral Aristides Junqueira na década de 80, o presidente adotou o mesmo critério.

Cópia da petição acompanhada de toda a documentação foi entregue também na última quinta-feira 12/05, ao Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Dr. Ophir Filgueiras Cavalcante Junior.

A OAB Nacional, procurada pela reportagem do Novojornal, informou que o assunto foi submetido ao presidente e que só se posicionará após o despacho do mesmo.

Novojornal publica a integra do pedido de “Impeachment”.

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14/05/2011 em 20:08

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La Jornada: Perdió México una década para disminuir la desigualdad: BM

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08/05/2011 em 13:28

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Surpresas da vida

Um dos desenhos da série "Minha mãe morrendo" do artista Flávio de Carvalho

 

- Vamos.

-Aonde?

-Na minha casa.

-Aqui é sua casa.

-Que minha casa nada.

-Tá bom, quer dar uma volta pela casa?

-Quero.

-Então vamos, me mostra?

-O quê?

-A sua casa.

-Minha casa não é essa não.

-Onde é sua casa?

-Minha casa…

_Como faz para ir?

-Minha casa…é limpa.

-É limpa?

-Então vamos.

-Onde?

-Na sua casa?

Que casa?

-A sua.

-A sua o quê?

-A sua casa.

O que tem minha casa?

É limpa.

-Você pensa que eu sou boba? Não sou boba não.

Escrito por tivibrasil

18/12/2010 em 09:40

Publicado em Filmes, Livros e Vídeos

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